Chefs na Rua – Virada Cultural

Por Débora Pinho

Mesmo com o friozinho e a preguiça deste domingo, ciente de que encontraria uma bela muvuca e sabendo da confusão que aconteceu na galinhada do Alex Atala, resolvi conferir a primeira edição do projeto “Chefs na Rua”.

Cheguei ao Minhocão por volta das 16h e mesmo com a previsão de término do evento somente para às 20h, algumas barracas já estavam vazias, pois os pratos tinham acabado. Ou seja, alguns chefs não levaram a quantidade necessária de comida para um evento de tamanha proporção.

Demorei um pouco para conseguir entender como as coisas estavam acontecendo, as filas eram grandes, misturavam-se, já que as barracas eram muito próximas umas das outras. O Minhocão, que é imenso, poderia ter sido mais bem aproveitado, deixando as barracas mais separadas, permitindo melhor organização das filas.

Depois de processar como era o esquema (quase desistindo e voltando pra minha casa quentinha) entrei numa das filas que me parecia um pouco menor e mais rápida. Foi a da barraca do Benny Novak e Livia Calixto (210 Diner), que estava servindo Barbecue Ribs & Sweet Corn (R$ 15). Apesar de o milho estar sem gosto e frio, fui surpreendida pela porção farta de costelinha de porco assada e grelhada, super macia, bem temperada com um molhinho barbecue delicinha :). Se provasse só aquele prato já teria valido a pena a caminhada.

Mas o Hot Dog à Francesa (R$ 12) do Raphael Despirite (Marcel) estava tão bonito, me chamando, e lá fomos nós enfrentar a fila. O hot dog encerrou a tarde com chave de ouro: quentinho, salsicha frankfurter incrível, baguette crocante, mostarda dijon, molho bechamel e queijo gruyère com gostinho de quero mais #nocatchup. O famoso menos é sempre mais – simples e na medida certa.

Costelinha de porco assada e grelhada com molho barbecue e milho cozido do Benny Novak e Livia Calixto (210 Diner)

Hot Dog à Francesa do Raphael Despirite (Marcel)

Fui com a intenção de experimentar o hambúrguer de pato com maionese trufada do Renato Carioni (Cosí), mas já havia acabado :(. E algumas outras delícias (por exemplo, o sanduíche de pernil e virada picante da Paula Labaki (Lena Labaki Catering) e o buraco quente do Carlos Ribeiro (Na Cozinha)) estavam muito disputadas e a minha coragem de ficar horas nas filas estava em baixa.

Por ser a primeira edição, o evento merece um desconto, afinal foi o “projeto piloto”. Mas, com certeza, poderia ter sido muito mais organizado, já que estava fazendo parte da Virada Cultural – conhecida por atrair milhares de pessoas ao centro de São Paulo, pelos tumultos e shows superlotados.

Mesmo assim saímos – arrastei o pai e o namorado para a aventura – satisfeitos com o que conseguimos provar nesta primeira edição do Chefs na Rua. Espero que o próximo seja mais organizado e que este seja apenas o estopim para que São Paulo adote de vez a cultura da comida de rua, e não só da alta gastronomia. 😉

Ps: Infelizmente, não consegui tirar fotos muito boas, gente! Da próxima, prometo que serão melhores.

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